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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Rafael María Carrasquilla (1857 - 1930)

 


Monsignor Rafael María Carrasquilla nasceu em Bogotá a 18 de dezembro de 1857 e destacou-se como eclesiástico, educador e escritor.

Ordenado sacerdote em 1883, iniciou a carreira como pároco em Hato Viejo e Chía, assumindo depois cargos no Seminário Conciliar de Bogotá, onde foi professor por mais de quatro décadas. Em 1890 tornou-se reitor do Colégio Mayor de Nuestra Señora del Rosario, função que exerceu até à morte.

Foi ministro da Instrução Pública entre 1896 e 1897 e membro da Academia Colombiana de la Lengua desde 1889, dirigindo-a a partir de 1910. Autor de obras como La vida de Pío IX e Lecciones de Metafísica y Ética, promoveu o tomismo e fundou o jornal El Catolicismo. Em 1915 recebeu o título de prelado doméstico do Papa Bento XV.

Faleceu em Bogotá a 18 de março de 1930, deixando um legado intelectual e religioso marcante na história da Colômbia. 


Jan van Riebeeck (1619 - 1677)

 


Jan van Riebeeck nasceu a 21 de abril de 1619 em Culemborg, Países Baixos, e destacou-se como administrador colonial e fundador da Cidade do Cabo.

Entrou para a Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) em 1639, servindo como cirurgião assistente em Batávia e chefe do posto comercial em Tonquim. Após uma estadia na Baía da Mesa, propôs a criação de uma estação de abastecimento no Cabo da Boa Esperança.

Em 1651 foi nomeado para comandar a expedição que estabeleceu o primeiro assentamento europeu na África Austral, chegando a 6 de abril de 1652 com três navios e cerca de 90 pessoas. Construiu o Forte da Boa Esperança, iniciou plantações e incentivou a viticultura para combater o escorbuto. Durante o seu governo (1652-1662), promoveu a exploração do interior e a importação de escravos, mas enfrentou conflitos com os Khoekhoe.

Em 1662 deixou o Cabo e tornou-se secretário do Conselho das Índias.

Faleceu em Batávia a 18 de janeiro de 1677.


quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Henry Dunant (1828 - 1910)

Henry Dunant nasceu em Genebra a 08 de maio de 1828 distinguiu-se com filantropo. Cresceu num ambiente marcado por valores cristãos e pelo compromisso com causas sociais.

A sua vida mudou radicalmente em 1859, quando, durante uma viagem de negócios, testemunhou os horrores da Batalha de Solferino, no norte da Itália, durante a Segunda Guerra da Independência Italiana. Perante milhares de soldados feridos e abandonados, Dunant mobilizou voluntários locais para prestar cuidados sem distinção de nacionalidade, introduzindo o princípio da neutralidade. A expressão “Tutti fratelli” (Todos irmãos) tornou-se símbolo dessa solidariedade.


Profundamente impressionado, escreveu em 1862 a obra “Un Souvenir de Solferino”, onde descreveu a carnificina e apresentou duas propostas inovadoras: a criação de sociedades de socorro voluntárias para assistir os feridos em tempo de guerra e a adoção de um acordo internacional que garantisse proteção a esses voluntários. Estas ideias levaram à fundação do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em 1863 e à assinatura da Primeira Convenção de Genebra em 1864, estabelecendo normas para a proteção dos feridos e dos que os assistem.

Apesar do impacto global das suas ideias, Dunant enfrentou dificuldades financeiras e viveu anos na pobreza. Contudo, o reconhecimento chegou no final da vida: em 1901, recebeu o Prémio Nobel da Paz, partilhado com Frédéric Passy, tornando-se o primeiro laureado da história. A sua obra não só originou a Cruz Vermelha, mas também inspirou o desenvolvimento do Direito Internacional Humanitário, base para a proteção das vítimas de conflitos até hoje.

Henry Dunant permanece como símbolo de compaixão e ação prática diante do sofrimento humano. A sua visão de neutralidade, voluntariado e ajuda imparcial continua a guiar organizações humanitárias em todo o mundo, provando que um indivíduo pode transformar a dor em esperança e criar um movimento global em defesa da dignidade humana.

Faleceu a 30 de outubro de 1910 em Heiden (Suíça).

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Benjamin Constant (1833–1891): O Educador da República

 


Benjamin Constant Botelho de Magalhães nasceu em 18 de outubro de 1833, em Niterói, no Rio de Janeiro. Filho de Leopoldo Henrique Botelho de Magalhães, militar português, e de Bernardina Joaquina da Silva Guimarães, enfrentou desde cedo dificuldades financeiras e familiares, agravadas pela morte precoce do pai em 1849.

Ingressou na Escola Militar em 1852, onde se destacou pelo interesse em matemática e ciências. Em 1859, formou-se em ciências físicas e matemáticas, e iniciou uma carreira como professor e cientista. Foi nomeado docente do Instituto dos Meninos Cegos (hoje Instituto Benjamin Constant) em 1862, onde se dedicou à educação de pessoas com deficiência visual — tema da emissão filatélica brasileira de 1954.

Durante a Guerra do Paraguai, serviu como engenheiro militar, mas contraiu malária e teve de se afastar. A experiência reforçou seu desejo de se dedicar ao ensino. Influenciado pelo positivismo de Auguste Comte, tornou-se um dos principais divulgadores dessa corrente filosófica no Brasil, defendendo a ordem, o progresso e a educação como pilares da sociedade.

Benjamin Constant foi uma figura-chave na Proclamação da República em 1889. Embora inicialmente avesso à política, tornou-se um dos articuladores do movimento republicano, ao lado de Deodoro da Fonseca. Após a queda da monarquia, ocupou cargos no novo governo, incluindo o de Ministro da Guerra.

Faleceu em 22 de janeiro de 1891, deixando um legado como militar, educador e pensador político. Seu nome está inscrito na história do Brasil como símbolo da transição entre o Império e a República, e como defensor incansável da educação como instrumento de transformação social

📌 1. Importância Filatélica

O selo integra uma emissão comemorativa de grande relevância histórica e social, celebrando os 100 anos da fundação do Instituto dos Meninos Cegos (atualmente Instituto Benjamin Constant), marco da educação inclusiva no Brasil. A emissão reflete o papel do Estado na promoção da educação especializada e homenageia Benjamin Constant, figura-chave na história republicana e educacional brasileira.

🧠 2. Conhecimento e Pesquisa

  • País: Brasil
  • Ano de emissão: 17/09/1954
  • Valor facial: 60 centavos
  • Tema: Centenário da Educação do Cego no Brasil
  • Imagem: Retrato de Benjamin Constant, mão lendo Braille
  • Inscrições: “BRASIL CORREIO 60 CTS 1954” e “CENTENÁRIO DA EDUCAÇÃO DO CEGO NO BRASIL”
  • Técnica de impressão: Provavelmente calcografia ou litografia (a confirmar com catálogo RHM)
  • Assinatura na margem: Possivelmente do artista ou gravador, leitura preliminar “Heitmannauf” (a confirmar)

🧾 3. Condição e Raridade

  • O selo é relativamente comum em coleções temáticas e históricas, mas folhas completas com margens assinadas são menos frequentes.
  • A presença da assinatura na margem valoriza a peça para colecionadores especializados em folhas completas ou provas de impressão.

🎨 4. Apresentação

  • O design é equilibrado, com forte carga simbólica: o retrato de Benjamin Constant representa a liderança intelectual e política; a mão sobre o Braille simboliza a inclusão e o acesso ao conhecimento.
  • A composição gráfica é clara, com boa legibilidade e contraste.

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Bernardo Soto Alfaro (1854 - 1931)

 

President Soto Alfaro 1889 - Álbum Costa Rica

Bernardo Soto Alfaro nasceu em 12 de fevereiro de 1854, em Alajuela, Costa Rica. Formou-se em Direito pela Universidade de Santo Tomás e envolveu-se cedo na política liberal. Foi governador de Alajuela e ocupou vários cargos ministeriais antes de assumir a presidência da República em 1885, após a morte de Próspero Fernández. Tornou-se o 14.º presidente da Costa Rica, sendo um dos mais jovens da história do país. Durante seu governo (1885–1889), destacou-se por reformas educacionais, fundando o Liceo de Costa Rica, o Colégio de Senhoritas, o Museu Nacional e a Biblioteca Nacional. Também criou a Cruz Vermelha e a Loteria Nacional. Membro da Geração do Olimpo, promoveu o liberalismo e o progresso. Em 1889, renunciou pacificamente para evitar conflitos, entregando o poder a Carlos Durán. Faleceu em 1931, em San José

Kamehameha IV (1834 - 1863)

 


Kamehameha IV, nascido Alexander ʻIolani Liholiho em 9 de fevereiro de 1834, em Honolulu, foi o quarto rei do Reino do Havai, reinando de 1855 a 1863. Sobrinho de Kamehameha III, foi educado por missionários e viajou pela Europa e América, adquirindo experiência diplomática. Subiu ao trono aos 20 anos e ficou conhecido por sua oposição à anexação do Havai pelos EUA. Casou-se com Emma Rooke, com quem teve um filho, o príncipe Albert. Durante seu reinado, promoveu reformas sociais e fundou o Queen’s Hospital, ainda hoje em funcionamento. Faleceu jovem, aos 29 anos, em 30 de novembro de 1863, deixando um legado de modernização e defesa da soberania havaiana.

terça-feira, 1 de julho de 2025

Gomes Teixeira (1851 - 1933)

 


Francisco Gomes Teixeira nasceu a 28 de janeiro de 1851, em São Cosmado, Armamar e distinguiu-se com professor e cientista.

 Estudou na Universidade de Coimbra, onde concluiu o curso de Matemática em 1874 com nota máxima, doutorando-se no ano seguinte. Em 1876 tornou-se sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa e, em 1877, fundou o Jornal de Sciencias Mathematicas e Astronomicas, a mais importante revista matemática portuguesa do século XIX. Lecionou em Coimbra e, mais tarde, na Academia Politécnica do Porto, onde publicou o influente Curso de Análise Infinitesimal. Foi também autor do premiado Tratado de las Curvas Especiales Notables, traduzido e reconhecido internacionalmente.

Em 1911, tornou-se o primeiro reitor da Universidade do Porto, cargo que exerceu com grande prestígio. Recebeu o doutoramento honoris causa pela Universidade Central de Madrid em 1923. Publicou mais de 140 artigos científicos e deixou um legado notável na matemática portuguesa. Faleceu no Porto a 8 de fevereiro de 1933, sendo sepultado na sua terra natal. 


Manuel da Nobrega (1517 - 1570)

 


Manuel da Nóbrega nasceu em Sanfins do Douro, Portugal, em 18 de outubro de 1517 e destacou-se como missionário. Estudou Direito Canônico e Filosofia na Universidade de Coimbra, onde se destacou pelo seu interesse em questões sociais e religiosas. Ingressou na Companhia de Jesus em 1544 e, cinco anos depois, foi enviado ao Brasil como líder da primeira missão jesuíta, acompanhando Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral da colônia. Atuou ativamente na fundação de Salvador e, posteriormente, de São Paulo, em 1554, com o apoio de outros jesuítas como José de Anchieta. Defensor dos povos indígenas, combateu a escravidão e os abusos dos colonos, promovendo a catequese e a educação. Fundou colégios e missões, sendo o Colégio de São Paulo um marco importante, origem da atual cidade. Também participou da fundação do Rio de Janeiro em 1565. Suas cartas e escritos são fontes valiosas sobre o Brasil colonial. Faleceu no Rio de Janeiro em 18 de outubro de 1570, deixando um legado duradouro na história da educação, da fé e dos direitos humanos no Brasil. 



quarta-feira, 25 de junho de 2025

Câmara Pestana (1863 - 1899)



Luís da Câmara Pestana nasceu no Funchal a 28 de outubro de 1863 e distinguiu-se como médico e cientista português, pioneiro da bacteriologia. Formou-se em Medicina na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa em 1889, com a tese O Micróbio do Carcinoma. Fundou o Instituto Bacteriológico de Lisboa em 1892, que mais tarde passou a ter o seu nome. Destacou-se durante a epidemia de Lisboa de 1894, ao identificar corretamente o agente da doença, contrariando diagnósticos errados. Publicou diversos estudos científicos e colaborou com figuras como Miguel Bombarda. Morreu em Lisboa a 15 de novembro de 1899, vítima da peste bubónica, enquanto combatia a epidemia no Porto. O seu legado permanece na ciência e saúde pública portuguesas.


domingo, 15 de junho de 2025


São João de Deus nasceu em 1495 em Montemor-o-Novo e destacou-se como Santo.

Ainda jovem foi separado da família e levado para a Espanha onde trabalhou como pastor e depois se alistou como soldado vivendo uma vida instável e errante em 1538 ao ouvir um sermão de São João de Ávila em Granada teve uma profunda conversão que o levou a clamar por misericórdia pelas ruas sendo internado como louco essa experiência despertou nele uma grande compaixão pelos doentes e marginalizados a partir de então dedicou sua vida ao cuidado dos pobres e enfermos fundando a Ordem dos Irmãos Hospitaleiros de São João de Deus que até hoje atua em hospitais e obras de caridade.

Faleceu a 8 de março de 1550 em Granada após salvar pacientes de um incêndio sendo reconhecido como padroeiro dos hospitais dos doentes e dos profissionais da saúde.

Vasco da Gama (1469 - 1524)

Vasco da Gama nasceu por volta de 1469 em Sines, na região do Alentejo, Portugal. Filho de Estêvão da Gama e Isabel Sodré, cresceu em um ambiente ligado ao mar e à navegação. Desde jovem, esteve envolvido em atividades marítimas e militares, o que o preparou para grandes expedições.

Em 1497, sob ordens do rei D. Manuel I, liderou uma expedição com o objetivo de encontrar uma rota marítima para as Índias. Partiu de Lisboa com quatro navios e, após contornar o Cabo da Boa Esperança e navegar pela costa leste da África, chegou a Calecut (atual Kozhikode), na Índia, em 1498. Essa viagem foi um marco histórico, pois estabeleceu a primeira ligação marítima direta entre a Europa e a Ásia.

Apesar das dificuldades e da resistência dos comerciantes locais, Vasco da Gama conseguiu retornar a Portugal em 1499 com uma valiosa carga de especiarias. Realizou outras viagens à Índia, sendo nomeado Conde de Vidigueira em 1519 e, mais tarde, vice-rei da Índia portuguesa em 1524, com a missão de combater a corrupção nas colónias.

Faleceu em Cochim (atual Kochi), na Índia, em 24 de dezembro de 1524.




terça-feira, 20 de maio de 2025

Camilo Castelo Branco (1825 - 1890)

 


Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu a 16 de março de 1825 em Lisboa foi um escritor  prolífico, que se destacou como romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. É considerado um dos principais representantes do romantismo em Portugal, sendo "Amor de Perdição" (1862) sua obra mais conhecida. Camilo foi o primeiro escritor português a viver exclusivamente dos seus escritos. A sua vida pessoal atribulada, marcada por paixões e escândalos, serviu de inspiração para muitas das suas obras. Em 1885, recebeu o título de Visconde de Correia Botelho em reconhecimento à sua contribuição para a literatura. Camilo Castelo Branco cometeu suicidou-se na localidade de São Miguel de Seide (Vila Nova de Famalicão) a 01 de junho de 1890.

As obras de Camilo Castelo Branco exploram temas como amor, tragédia, crítica social e identidade. As narrativas refletem a complexidade da sociedade portuguesa da época e a riqueza da experiência humana.

Entre outras podem-se destacar "Amor de Perdição" (1862) é uma das suas obras mais famosas, que conta a história de dois jovens cujo amor é proibido devido à rivalidade entre suas famílias. "A Brasileira de Prazins" (1882), que gira em torno de uma mulher brasileira que retorna a Portugal e se envolve em intrigas familiares.  A obra "Coração, Cabeça e Estômago" (1862) que é uma autobiografia ficcional que reflete sobre as diferentes fases da vida e as escolhas pessoais.  O livro "Onde Está a Felicidade?" (1856) explora a busca pela felicidade através de diferentes relacionamentos e experiências. "A Queda de um Anjo" (1866) que é uma sátira social que critica a hipocrisia e a corrupção da sociedade portuguesa da época. "A Filha do Doutor Negro" (1864) que aborda questões de raça e preconceito. "O Esqueleto" (1865) que aborda como a hipocrisia e a corrupção. "A Sereia" (1865) que conta a história de uma mulher misteriosa que exerce fascínio sobre os homens. "O Judeu" (1866) que aborda questões de identidade e preconceito. "A Enjeitada" (1859) que  explora temas como o do abandono, resiliência e superação.



segunda-feira, 12 de maio de 2025

Francisco Pereira de Moura (1925 - 1998)

Francisco José da Cruz Pereira de Moura nasceu em Lisboa a 17 de abril de 1925 e destacou-se como Economista.

Professor catedrático, ativista político e opositor do Estado Novo, fundou a Comissão Democrática Eleitoral que deu origem ao MDP/CDE. Após participar numa vigília na Capela do Rato foi preso e demitido do seu cargo de professor no Instituto Superior de Economia e mantido sob vigilância pela PIDE.

Após o 25 de Abril de 1974 foi ministro no primeiro, quarto e quinto governos provisórios. Nas eleições constituintes de 1975 consegue cinco assentos parlamentares. Acabou por abandonar a vida política, regressando ao ensino universitário.

Prolífico autor na área da Economia dois dos seus manuais “Lições de Economia” (1961) e “Análise Económica da Conjuntura” (1969), afirmaram-se como referência maior da formação de várias gerações de economistas. 

Foi agraciado em 1957 com o grau de Oficial da Ordem da Instrução Pública e em 1995 com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada. 

Faleceu em Lisboa a 4 de abril de 1998. 


Bibliografia:

https://www.ctt.pt/grupo-ctt/media/noticias/vultos-da-historia-e-da-cultura-homenageados-em-emissao-filatelica-dos-ctt

https://www.iseg.ulisboa.pt/news-clipping/in-memoriam-de-francisco-pereira-de-moura-economista-emerito/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Pereira_de_Moura

https://www.iseg.ulisboa.pt/news-clipping/no-centenario-de-francisco-pereira-de-moura-o-professor-do-iseg-que-foi-um-gigante-da-democracia-portuguesa/

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