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sábado, 29 de agosto de 2026

António Esteves Costa (1764 - 1837): um Capitalista e Visconde de Picoas (entre o Comércio de Alto-Mar e a Alta Finança)

Como a correspondência comercial e as cartas pré-filatélias do início do século XIX permitem redescobrir a trajetória do 1.º Visconde das Picoas, um dos homens de negócios mais influentes de Portugal.
Entre os muitos desafios da investigação histórica encontra-se a identificação das pessoas que surgem mencionadas em documentos aparentemente comuns. Uma simples carta pré-filatélica ou um manuscrito comercial pode, por vezes, conduzir à reconstrução de uma vida inteira de empreendedorismo e poder económico.
Foi precisamente esse o ponto de partida para analisar o percurso de António Esteves Costa, cujos documentos comerciais e correspondência — hoje preservados em acervos de relevo como o do Banco de Portugal e da Biblioteca Nacional de Portugal — revelam a impressionante ascensão de um jovem minhoto que se tornou um dos maiores capitalistas da capital. 
Mais do que um mero acumulador de riqueza, António Esteves Costa surge como membro proeminente das elites financeiras e institucionais do Reino durante um dos períodos mais conturbados da história nacional.

O homem por detrás do sobrescrito
Nascido a 22 de fevereiro de 1764 na freguesia de Santiago da Faia, concelho de Cabeceiras de Basto, António Esteves Costa era filho de Vicente da Silva Bastos e de D. Maria Joana da Costa, proprietária da Casa das Terças. Vindo para Lisboa ainda muito jovem, fixou-se na capital para praticar no comércio.
Demonstrando invulgar talento para os negócios, começou a criar uma rede mercantil sólida no final do século XVIII. Cartas ativas da época, datadas de 1798 e enviadas por negociantes de praças como Pernambuco e Bahia, no Brasil, documentam a sua intensa atividade na gestão de comboios de navios e na receção e envio de mercadorias transatlânticas, consolidando a base de uma abastada fortuna.
Do comércio de alto-mar à alta finança
À medida que os seus negócios prosperavam, António Esteves Costa transitou do comércio tradicional de mercadorias para as esferas institucionais da alta finança lisboeta. O prestígio acumulado abriu-lhe as portas do principal organismo financeiro da época, tornando-se Diretor do Banco de Lisboa entre os anos de 1822 e 1823, e mantendo ligações à administração bancária nas décadas seguintes.
A correspondência recebida no início da década de 1820, vinda do Rio de Janeiro e assinada por parceiros de negócios, revela como o capitalista acompanhava ao pormenor a transição política do Brasil e os reflexos económicos que a independência traria para as firmas comerciais de Lisboa. Pelos seus serviços e relevância económica, foi agraciado com a prestigiada Comenda da Ordem de Cristo.
O empresário e o título de Picoas
O espírito empreendedor de António Esteves Costa levou-o também ao setor industrial. Em 1827, integrou a Companhia de Negociantes de Lisboa, liderada pelo Barão de Quintela (futuro Conde do Farrobo). Juntos, tomaram de arrendamento ao Estado a prestigiada Fábrica de Vidros da Marinha Grande, rebatizada como Nacional Fábrica de Vidros da Marinha Grande, injetando capital privado na modernização da produção vidreira em Portugal.
O reconhecimento do seu papel como proprietário e financiador do Reino chegou por via da nobiliárquica. Em plena instabilidade política, foi agraciado pelo governo de D. Miguel com o título de Barão das Picoas por decreto de 7 de dezembro de 1831. Mais tarde, já sob o regime liberal, o seu estatuto foi novamente validado e elevado a Visconde das Picoas, por decreto de 19 de outubro de 1835. Os títulos faziam referência à sua vasta propriedade na zona das Picoas, em Lisboa, área que viria a marcar profundamente a topografia e o crescimento da própria cidade.
O legado de um visconde
António Esteves Costa faleceu em Lisboa a 1 de março de 1837 (algumas fontes apontam o dia 28 de fevereiro), na sua residência da Rua do Ferregial de Baixo. Morreu solteiro e sem geração, deixando a sua imensa herança distribuída por familiares colaterais — tendo inclusive servido de padrinho de batismo a sobrinhos que perpetuaram o seu nome na aristocracia da época.
Após a sua morte, o seu espólio documental acabou por se dispersar. Contudo, cartas comerciais e sentenças cíveis manuscritas guardadas em arquivos institucionais permitem aos historiadores e filatelistas contemporâneos mapear as redes de crédito, o pagamento de letras comerciais e a circulação de bens que sustentaram o império financeiro do Visconde.
Um vulto da história portuguesa
Hoje, quase duzentos anos depois, os registos pré-filatélios e mercantis devolvem visibilidade a uma personalidade crucial na transição económica de Portugal para a Época Contemporânea. De jovem caixeiro a Diretor de Banco, de comerciante do Brasil a Visconde, António Esteves Costa personifica o triunfo da burguesia capitalista que moldou as estruturas financeiras, industriais e urbanas do Portugal de Oitocentos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Gabriel António Franco de Castro: um Marechal de Campo entre a Guerra Peninsular e as Guerras Liberais


Como uma carta pré-filatélica de 1830 permitiu redescobrir a trajetória de um oficial-general que serviu Portugal num dos períodos mais conturbados da sua história.

Entre os muitos desafios da investigação histórica encontra-se a identificação das pessoas que surgem mencionadas em documentos aparentemente comuns. Uma simples carta pré-filatélica pode, por vezes, conduzir à reconstrução de uma vida inteira.

Foi precisamente isso que aconteceu durante a análise de uma carta pré-filatélica de 1830 pertencente ao acervo do Museu de Filatelia Sérgio Pedro. O sobrescrito apresentava como destinatário um oficial-general identificado como Gabriel António Franco de Castro, permitindo recuperar o percurso de uma figura que desempenhou funções de elevada responsabilidade militar durante as primeiras décadas do século XIX [1].

O homem por detrás do sobrescrito

A leitura paleográfica proposta para o endereço da carta é a seguinte:

Ill.mo e Ex.mo Senhor Gabriel Ant.º Franco de Castro, Fidalgo da Casa Real, Professo na Ordem Militar de São Bento de Avis e Marechal de Campo dos Exércitos. Lisboa.

Esta fórmula protocolar fornece elementos essenciais sobre a identidade do destinatário:

  • Fidalgo da Casa Real, evidenciando a sua condição nobiliárquica;
  • Professo na Ordem Militar de São Bento de Avis, uma das mais prestigiadas ordens militares portuguesas;
  • Marechal de Campo dos Exércitos, patente pertencente ao quadro dos oficiais-generais [1].

Mais do que um simples destinatário de correspondência, Gabriel António Franco de Castro surge assim como membro das elites militares e administrativas do Reino.

Os primeiros anos de uma carreira militar

A documentação conservada no Arquivo Histórico Militar permite acompanhar uma carreira construída ao longo de vários períodos decisivos da história portuguesa.

Entre os cargos identificados encontra-se o comando do Regimento de Artilharia n.º 4, unidade sediada no Porto e considerada uma das mais importantes da arma de artilharia portuguesa [1][2].

Durante a Guerra Peninsular exerceu igualmente as funções de Governador Interino de Tomar, acumulando responsabilidades sobre a Artilharia e o Parque do Exército na região compreendida entre os rios Tejo e Mondego [1].

Nessa qualidade manteve correspondência com D. Miguel Pereira Forjaz, Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, transmitindo informações sobre baixas, abastecimentos, deslocações de tropas e outras matérias relacionadas com a administração militar [1].

Da artilharia ao generalato

A progressão da sua carreira conduziu-o gradualmente aos mais elevados níveis da hierarquia militar portuguesa.

Enquanto Brigadeiro integrou a Junta do Comando Geral de Artilharia do Reino, organismo responsável pela supervisão técnica da arma e pela emissão de instruções relativas ao armamento e às fortificações costeiras [1].

A sua ascensão culminou com a promoção a Marechal de Campo, ocorrida em 12 de outubro de 1815, integrando desse modo o restrito grupo dos oficiais-generais do Exército Português [1].

Governador das Armas do Porto

Entre os cargos mais importantes exercidos por Gabriel António Franco de Castro destaca-se o de Governador das Armas do Porto.

A documentação do Arquivo Histórico Militar identifica-o repetidamente nesta função em correspondência oficial dirigida ao Ministério da Guerra. Esses documentos demonstram que era responsável por matérias relacionadas com a segurança militar da cidade, deslocação de tropas, manutenção da ordem pública e resposta a movimentos considerados subversivos. [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt]

A importância deste cargo não deve ser subestimada. O Governador das Armas constituía a mais elevada autoridade militar de uma região, exercendo competências de comando que ultrapassavam a simples administração castrense. No contexto politicamente instável das décadas de 1820 e 1830, o Porto assumia uma importância estratégica para o controlo do Norte do país. A confiança depositada em Gabriel António Franco de Castro para desempenhar estas funções evidencia o prestígio que havia alcançado na estrutura militar portuguesa. [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt]

A defesa de Lisboa em tempos de mudança

A carreira de Gabriel António Franco de Castro prosseguiu durante os anos de profundas transformações políticas desencadeadas pela Revolução Liberal de 1820.

Em 1821 foi nomeado Comandante da Linha de Defesa da Margem Direita do Tejo e Costa, assumindo responsabilidades na proteção da barra e do porto de Lisboa [1].

A partir da Torre de São Julião da Barra emitiu pareceres e pedidos de instruções dirigidos às Cortes e ao Governo sobre questões ligadas à defesa da capital e à segurança das suas infraestruturas estratégicas [1].

Trata-se de uma função particularmente significativa numa época marcada por tensões entre diferentes projetos políticos para o futuro do país.

Um marechal em 1830

Quando a carta pertencente ao acervo do Museu de Filatelia Sérgio Pedro foi expedida, em 1830, Portugal encontrava-se sob o governo de D. Miguel I.

A referência no sobrescrito a "Marechal de Campo dos Exércitos" demonstra que Gabriel António Franco de Castro continuava a beneficiar de elevado reconhecimento institucional e social. O tratamento honorífico utilizado revela não apenas a sua patente militar, mas também a posição de destaque que ocupava na sociedade portuguesa da época.

Para o historiador, o valor desta peça ultrapassa largamente o seu interesse postal. A carta constitui um testemunho material das redes de comunicação das elites militares portuguesas num dos períodos mais tensos da história contemporânea nacional.

Um vulto da história portuguesa

A trajetória de Gabriel António Franco de Castro atravessa alguns dos acontecimentos mais importantes do início do século XIX português.

Comandante de artilharia, Governador Interino de Tomar, membro da Junta do Comando Geral de Artilharia do Reino, Governador das Armas do Porto, responsável pela defesa da barra de Lisboa e Marechal de Campo dos Exércitos, participou diretamente na organização militar do Reino durante a Guerra Peninsular, o período vintista e os anos que antecederam as Guerras Liberais [1]. [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt]

Hoje, quase duzentos anos depois, uma simples carta preservada num acervo filatélico permite devolver visibilidade a uma personalidade que, embora pouco conhecida do grande público, ocupou posições de elevada responsabilidade na estrutura militar portuguesa.

 

Figura 1: Sobrescrito pré-filatélico dirigido a Gabriel António Franco de Castro, identificado como "Fidalgo da Casa Real, Professo na Ordem Militar de São Bento de Avis e Marechal de Campo dos Exércitos". A peça constitui um raro testemunho documental da correspondência dirigida a uma alta patente militar portuguesa durante o período miguelista. Acervo do Museu de Filatelia Sérgio Pedro.

 

Nota de cautela académica

A identificação do destinatário e a interpretação histórica apresentadas neste estudo resultam do cruzamento entre a leitura paleográfica do sobrescrito e a documentação atualmente disponível em arquivos militares portugueses. Algumas conclusões devem, por conseguinte, ser entendidas como interpretações fundamentadas, suscetíveis de revisão à luz de novas evidências documentais.

Referências

[1] Arquivo Histórico Militar (AHM). Folhas de serviço, correspondência militar, registos biográficos e documentação relativa a Gabriel António Franco de Castro.

[2] Arquivo Histórico Militar. Documentação administrativa do Regimento de Artilharia n.º 4.

[3] Portugal: Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico.

[4] Biblioteca Nacional Digital. Gazeta de Lisboa e almanaques militares do primeiro quartel do século XIX.

[5] Torre do Tombo, DigitArq. Fundos do Ministério da Guerra e documentação administrativa do período.

Nota de Arquivo: Para conhecer o enquadramento comportamental e a análise da mensagem contida nesta peça de 1830, consulte o artigo técnico no nosso blog parceiro: Postal Psychosociology: Carta Pré-Filatélica sobre fidelidade política, controlo social e comunicação entre elites Miguelistas (1830).

segunda-feira, 2 de março de 2026

Wolfgang Goethe (1749 - 1832)

 

Johann Wolfgang von Goethe nasceu em Frankfurt am Main, no Sacro Império Romano-Germânico (atual Alemanha), a 28 de agosto de 1749, e destacou-se como poeta, romancista e estadista. Estudou Direito nas universidades de Leipzig e Estrasburgo, mas acabou por se doutorar e dedicar a sua carreira à literatura e ao serviço público em Weimar. Em 1774, ganhou fama mundial com "Os Sofrimentos do Jovem Werther", onde explorou o sentimentalismo do movimento Sturm und Drang. Devido ao seu talento, foi convidado para a corte de Weimar, onde conheceu Friedrich Schiller, o seu mais importante colaborador.

Juntos, definiram o Classicismo de Weimar, integrando ideais humanistas e estéticos que renovaram a cultura alemã.

Após uma longa estadia na Itália, fixou residência permanente em Weimar. Foi nesta cidade que se dedicou à sua obra monumental, "Fausto", onde analisou profundamente os dilemas da alma humana e o desejo de conhecimento absoluto. Paralelamente, realizou estudos científicos inovadores, como a "Teoria das Cores", influenciando a biologia e a física da época.

A sua vasta produção, que inclui "Afinidades Eletivas", transformou o pensamento literário mundial, tornando-o um dos maiores vultos da história moderna.

Faleceu em Weimar a 22 de março de 1832.

 








terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Juan Lavalle (1797 - 1841)

05-12-1941

Juan Lavalle nasceu em Buenos Aires (Argentina) a 17 de outubro de 1797 e destacou-se como militar e líder político.

Lavalle foi um dos protagonistas das guerras de independência da Argentina e das lutas civis que marcaram o século XIX. Iniciou a sua carreira militar muito jovem, participando nas campanhas contra as invasões inglesas e, mais tarde, nas batalhas pela independência sul-americana, incluindo a célebre vitória em Ituzaingó contra as forças do Império do Brasil.

Para Lavalle, a defesa da liberdade e da organização republicana era essencial. Contudo, a sua trajetória ficou marcada por episódios controversos, como a execução de Manuel Dorrego, que desencadeou uma prolongada guerra civil entre unitários e federais. Apesar das divisões políticas, Lavalle é lembrado como um estratega habilidoso e um homem de ação, cuja vida reflete a complexidade da construção do Estado argentino.

A sua atuação é fundamental para compreender os conflitos internos que moldaram a Argentina no século XIX, bem como as tensões entre projetos políticos opostos.

Juan Lavalle faleceu em San Salvador de Jujuy a 9 de outubro de 1841.


domingo, 11 de maio de 2025

Domingos Bomtempo (1775 - 1842)

 



João Domingos Bomtempo nasceu em Lisboa a 28 de dezembro de 1775 e distinguiu-se como pianista.

Domingos Bomtempo é considerado uma figura proeminente da História da Música em Portugal, tendo desempenhado uma ação pioneira ao nível das instituições e sido inovador enquanto criador e intérprete. É visto como a figura charneira do período de transição do final do Antigo Regime para a Idade Moderna, politicamente associada às convulsões liberais.

Bomtempo destacou-se como pianista virtuoso e compositor em Paris e Londres, seguindo os passos dos mestres do período clássico e introduzindo em Portugal formas musicais como a sonata, o concerto e a sinfonia.

Como pianista, João Domingos Bomtempo acalentou o projeto de protagonizar uma ação reformista para o quadro musical português sobretudo, ao nível da formação profissional, mas também das plataformas de apresentação pública.

Faleceu em Lisboa, a 8 de agosto de 1842

 


sábado, 25 de maio de 2024

Pessanha Mascarenhas (1734 - 1804)

 

Francisco de Mendonça Pessanha Mascarenhas nasceu a 31 de maio de 1734 em Santa Maria de Tavira e destacou-se como Governador de Vila Real de Santo António.

Pouco se soube da sua infância e juventude o primeiro registo que se encontra sobre Pessanha Mascarenhas dados do ano de 1767 que identifica Pessanha Mascarenhas como Capitão e responsável pelo comando das baterias de Vila Real de Santo António de Arenilha. Em 1969 já como Coronel desempenhava funções de Governador da Fortaleza da Praia de Monte Gordo. 

A 16 de março de 1774 foi nomeado Governador de Vila Real de Santo António de Arenilha assumindo-se assim como o 1.º Governador desta localidade.

O acordo com documentos oficiais o mandato de Pessanha Mascarenhas terminou em 1787, porém, tudo indica que se manteve em funções até ao ano de 1797, ano em que foi substituído pelo Tenente-Coronel José Lopes de Sousa.

Francisco Pessanha Mascarenhas faleceu a 28 de dezembro de 1804 em Santa Maria de Tavira.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

D. João VI (1767 - 1826)



João Maria Francisco de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança nasceu em Lisboa a 13 de maio de 1767 e destacou-se como Rei

De cognome “O Clemente” foi rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves de 1816 a 1822.

De 1822 em diante foi Rei de Portugal e Algarves até a sua morte. 

 D. João VI foi dos últimos representantes do absolutismo, tendo vivido num período no qual o reino não teve paz duradoura.

Faleceu a 10 de março de 1826 em Lisboa. Posteriormente provou-se que o João VI morreu devido a envenenamento.



quinta-feira, 2 de maio de 2024

D. Pedro IV de Portugal e D. Pedro I do Brasil (1798 - 1834)

 


Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon nasceu em Queluz a 12 de outubro de 1798 e destacou-se como Rei de Portugal e Imperador do Brasil.

Rei de Portugal entre 1826 e 1834, D. Pedro IV, O Libertador, foi o primeiro imperador do Brasil. Viajou para o Brasil com a restante família real em 1807, logo após a primeira invasão francesa. Na sequência da Revolução de 1820, em Portugal, as Cortes determinam o seu regresso à metrópole, mas D. Pedro recusa-se a embarcar para a Europa.  Foi então que, como líder do movimento independentista daquela colónia, decide proclamar junto às margens do rio Ipiranga a independência do Brasil (1822). Logo depois é proclamado imperador do Brasil. 

Após a morte de seu pai D. João VI, em 1826, D. Pedro é designado rei de Portugal pela regente D. Isabel Maria e outorga aos portugueses a Carta Constitucional de 1826. Quis abdicar em favor de sua filha, D. Maria da Glória (futura rainha D. Maria II), mas a guerra civil travada entre liberais, liderados por D. Pedro, e absolutistas, liderados por seu irmão D. Miguel, que também pretendia o trono, adiou a coroação de D. Maria até 1834.

Faleceu a 24 de setembro de 1834 em Queluz.

Atualizado a 03/04/2026

Mais informação sobre a emissão D Pedro IV (2026) em: Um lugar para o colecionismo

terça-feira, 30 de abril de 2024

Adam Smith (1723 - 1790)

 

Adam Smith nasceu em Kirkcaldy (Escócia) a 5 de junho de 1723 e destacou-se como filosofo e economista.

Adam Smith foi um dos economistas mais influentes da história, tendo contribuído significativamente para o desenvolvimento do pensamento económico moderno. A sua obra mais conhecida, «A Riqueza das Nações», apresentou novas ideias e conceitos que moldaram a forma como a economia é estudada e praticada atualmente 

Para Smith, é crucial compreender a importância da moralidade nas decisões económicas. Smith acreditava que a natureza humana é guiada pela empatia e pelo desejo de ajudar os outros. 

A obra de Adam Smith é de grande importância para entender a economia moderna e aplicar princípios fundamentais de gestão e organização de empresas. A teoria da mão invisível, a análise do sistema de divisão do trabalho e a importância da moralidade são conceitos chave que podem ser aplicados na tomada de decisões estratégicas e no desenvolvimento de empresas de sucesso 

Adam Smith faleceu em  Edimburgo a 17 de julho de 1790.


domingo, 26 de novembro de 2023

William Hillary (1771 - 1847)

 

Sir William Hillary nasceu a 4 de janeiro de 1771 em Yorkshire e destacou-se como fundador da Royal National Lifeboat Institution.

Ele propôs uma organização nacional e voluntária e apontou o potencial de novas técnicas como as introduzidas por William Congreve (foguetes), Charles Cornwallis Dansey da Artilharia Real (pipas), Frederick Marryat (códigos de sinal) e George William Manby ( aparelhos salva-vidas).

A Instituição Nacional para a Preservação da Vida em Naufrágios foi fundada em 4 de março de 1824 em uma segunda reunião na London Tavern , Bishopsgate Street , Londres, tendo o rei como Patrono. A 5 de outubro de 1854, o nome da Instituição foi alterado para Royal National Lifeboat Institution – RNLI

Hillary foi o responsável por montar um esquema para construir a Torre de Refúgio em Conister Rock concluída em 1832 e ainda permanece na entrada do porto de Douglas, além da Torre de Refúgio, Hillary foi fundamental nas recomendações para a construção de um quebra-mar em Douglas.

Sir William Hillary foi ainda Cavaleiro da Justiça da Língua Inglesa da Ordem Soberana de São João de Jerusalém,

William Hillary faleceu a 5 de janeiro de 1847 em Douglas, Isle of Man.

 


Andreas Hofer (1767 - 1810)

 

Andreas Hofer nasceu em St. Leonhard in Passeier a 22 de novembro de 1767 e destacou-se como militar.

Quando tinha apenas três anos, faleceu sua mãe e, com seis anos, faleceu também seu pai. Foi então criado por sua irmã mais velha, Anna Hofer, e pelo cunhado Josef Grüner.

Em 1802, as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadem o Império Austríaco, obrigando o imperador Francisco I a abdicar da coroa. A população tirolesa, fortemente apegada ao clero (o Papa Pio VII excomungou Napoleão após Napoleão o ter mandado prender) e à coroa austríaca, reagiu ao domínio bávaro com uma rebelião que marcou a queda do domínio napoleônico na Europa.

Andreas Hofer liderou, a partir de 1809, o grande levantamento popular que, mesmo sem a prometida ajuda do imperador austríaco, por várias vezes defendeu o Tirol do exército napoleônico. Durante a libertação da cidade de Trento, Andreas Hofer foi recebido com júbilo pela população local. Contudo, após a derradeira batalha de Bergisel, nos arredores de Innsbruck (que marcou a queda do "invencível" general francês), os tiroleses perderam batalhas sucessivamente e Hofer foi capturado, sofrendo o fuzilamento em Mântua a 20 de fevereiro de 1810, a pedido pessoal de Napoleão. 

 


sábado, 15 de abril de 2023

Rowland Hill (1795 - 1879)

 


Rowland Hill nasceu a 3 de dezembro de 1795 em Blackwell Street, Kidderminster , Worcestershire, Inglaterra.

Hill tem dois legados. O primeiro foi seu modelo de educação para as classes médias emergentes. O segundo foi seu modelo para um sistema postal eficiente para atender às empresas e ao público, incluindo o selo postal e o sistema de taxas postais baixas e uniformes, que muitas vezes é dado como certo no mundo moderno. Com isso, ele não apenas mudou os serviços postais em todo o mundo, mas também tornou o comércio mais eficiente e lucrativo, embora levasse 30 anos para que a receita dos correios britânicos voltasse ao nível de 1839.

Rowland Hill faleceu a 27 de agosto de 1879 em Hampstead, Londres.

Por ocasião do centenário do primeiro selo, Portugal emitiu uma folha miniatura com 8 selos alusivos ao seu nome. Mais tarde, no centenário de sua morte, uma emissão coletiva de selos comemorativos de Hill foi produzida por cerca de 80 países. Ao todo, 147 países emitiram selos comemorativos.

Museu de Filatelia Sérgio G. Pedro

Divulgação e Promoção de Filatelia como bem Artístico e Cultural