📌 “Este blog integra o ecossistema: Museu de Filatelia Sérgio Pedro: Estudos, peças raras, maximafi

📌 “Este blog integra o ecossistema: Museu de Filatelia Sérgio Pedro: Estudos, peças raras, maximafilia, marcofilia e história postal.

Pesquisar neste blogue

domingo, 30 de agosto de 2026

Marcofilia do Distrito de Coimbra: António Luís de Sousa Henriques Seco (1822–1892)

Remette a V. Ex.ª por copia o incluso Officio do Ministerio das Obras Publicas, Industria e Commercio, expedido pela Repartição da Agricultura, em data de 6 do corrente mez, e a Nota a que o mesmo se refere, dos Mappas da Producção agricola d’este Districto, a meu cargo.  Em vista de um tal documento V. Ex.ª se convencerá de quanto importa ser prompto e exacto no desempenho d’este importante ramo de serviço publico, e por isso no zêlo de V. S.ª confia este Governo Civil de sobejo, para que tenha toda a esperança de poder satisfazer no mais curto espaço de tempo aos preceitos do Governo de Sua Magestade n’um assumpto que por esta forma lhe acaba de ser tão recommendado.  Inclusa achará tambem V. S.ª uma nota das Circulares d’esta Repartição relativas aos Mappas da Producção de que se tracta.  Ill.mo S.nr Admi.n.or do Con.c.o de Midões.  Deos Guarde a V. S.ª Coimbra 16 de Dezembro de 1852.  O Secretario Geral, servindo de Governador Civil.  António Luiz de Souza Henriques Seco.


Marcofilia do Distrito de Coimbra: História Postal e Marcofilia: Acervo e Ensaio — A ...

No vasto panorama dos grandes vultos que moldaram a cultura jurídica e a administração pública em Portugal no século XIX, o nome de António Luís de Sousa Henriques Seco (1822–1892) ergue-se com uma singular relevância. Natural de Antuzede, concelho de Coimbra, Henriques Seco personificou o ideal oitocentista do académico humanista e do cidadão profundamente empenhado na causa pública, deixando uma marca indelével tanto nas salas de aula da Universidade de Coimbra como na governação civil e municipal da sua região.
Licenciado e doutorado pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra na década de 1840, iniciou uma brilhante carreira docente que o levaria a ser promovido a lente catedrático em 1861. Ficou encarregue da importante cadeira de Direito Criminal, área à qual dedicou profunda reflexão teórica e legislativa, publicando estudos de referência e chegando a assumir a exigente direção da sua Faculdade entre 1880 e 1885, ano em que se jubilou.
No entanto, o seu espírito reformista e a sua integridade não se circunscreveram ao ambiente académico. Homem de firmes convicções liberais e opositor acérrimo do cabralismo, Seco estendeu a sua área de atuação à governação local e à representação nacional como Deputado às Cortes. Exerceu as funções de Presidente da Câmara Municipal de Coimbra e de Governador Civil do respetivo Distrito, destacando-se sempre pelo rigor institucional, pelo zelo administrativo e por uma retidão tão vincada que o levou a recusar honrarias formais e títulos nobiliárquicos como o foro de Fidalgo.
É precisamente nesta faceta de administrador público e rigoroso zelador do Estado que o encontramos no espólio documental do Museu de Filatelia Sérgio Pedro. Uma carta circular datada de 16 de dezembro de 1852, emanada pelo Governo Civil de Coimbra e dirigida ao Administrador do Concelho de Midões, serve de testemunho vivo da sua minúcia administrativa. Na missiva, assinada pelo próprio António Luís de Sousa Henriques Seco na qualidade de Secretário-Geral a servir de Governador Civil, insta-se o destinatário, com firmeza e apelo ao dever público, a cumprir de forma pronta e exacta o envio dos "Mappas da Produção agricula" exigidos pelo Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria. O documento espelha a transição do país para a modernidade do Portugal regenerador, onde a recolha estatística precisa era fundamental para o desenvolvimento económico e para o cumprimento dos preceitos do Governo de Sua Majestade.
Eternizado igualmente pelas suas detalhadas e ricas Memórias do Tempo Passado e Presente, publicadas na década de 1880, António Seco legou-nos um retrato vívido do seu século. Este documento de 1852, conservado na nossa coleção, não é apenas um marco da história postal e administrativa da região; é uma janela direta para o quotidiano de um homem exemplar que dedicou a sua inteligência, o seu nome e a sua assinatura ao progresso e à organização burocrática de Portugal.

📖 Para conhecer todos os detalhes históricos, postais e administrativos desta peça, convidamo-lo a aceder ao blog Acervo e Ensaio do Museu de Filatelia Sérgio Pedro, onde poderá fazer uma consulta aprofundada deste documento.

sábado, 29 de agosto de 2026

António Esteves Costa (1764 - 1837): um Capitalista e Visconde de Picoas (entre o Comércio de Alto-Mar e a Alta Finança)

Como a correspondência comercial e as cartas pré-filatélias do início do século XIX permitem redescobrir a trajetória do 1.º Visconde das Picoas, um dos homens de negócios mais influentes de Portugal.
Entre os muitos desafios da investigação histórica encontra-se a identificação das pessoas que surgem mencionadas em documentos aparentemente comuns. Uma simples carta pré-filatélica ou um manuscrito comercial pode, por vezes, conduzir à reconstrução de uma vida inteira de empreendedorismo e poder económico.
Foi precisamente esse o ponto de partida para analisar o percurso de António Esteves Costa, cujos documentos comerciais e correspondência — hoje preservados em acervos de relevo como o do Banco de Portugal e da Biblioteca Nacional de Portugal — revelam a impressionante ascensão de um jovem minhoto que se tornou um dos maiores capitalistas da capital. 
Mais do que um mero acumulador de riqueza, António Esteves Costa surge como membro proeminente das elites financeiras e institucionais do Reino durante um dos períodos mais conturbados da história nacional.

O homem por detrás do sobrescrito
Nascido a 22 de fevereiro de 1764 na freguesia de Santiago da Faia, concelho de Cabeceiras de Basto, António Esteves Costa era filho de Vicente da Silva Bastos e de D. Maria Joana da Costa, proprietária da Casa das Terças. Vindo para Lisboa ainda muito jovem, fixou-se na capital para praticar no comércio.
Demonstrando invulgar talento para os negócios, começou a criar uma rede mercantil sólida no final do século XVIII. Cartas ativas da época, datadas de 1798 e enviadas por negociantes de praças como Pernambuco e Bahia, no Brasil, documentam a sua intensa atividade na gestão de comboios de navios e na receção e envio de mercadorias transatlânticas, consolidando a base de uma abastada fortuna.
Do comércio de alto-mar à alta finança
À medida que os seus negócios prosperavam, António Esteves Costa transitou do comércio tradicional de mercadorias para as esferas institucionais da alta finança lisboeta. O prestígio acumulado abriu-lhe as portas do principal organismo financeiro da época, tornando-se Diretor do Banco de Lisboa entre os anos de 1822 e 1823, e mantendo ligações à administração bancária nas décadas seguintes.
A correspondência recebida no início da década de 1820, vinda do Rio de Janeiro e assinada por parceiros de negócios, revela como o capitalista acompanhava ao pormenor a transição política do Brasil e os reflexos económicos que a independência traria para as firmas comerciais de Lisboa. Pelos seus serviços e relevância económica, foi agraciado com a prestigiada Comenda da Ordem de Cristo.
O empresário e o título de Picoas
O espírito empreendedor de António Esteves Costa levou-o também ao setor industrial. Em 1827, integrou a Companhia de Negociantes de Lisboa, liderada pelo Barão de Quintela (futuro Conde do Farrobo). Juntos, tomaram de arrendamento ao Estado a prestigiada Fábrica de Vidros da Marinha Grande, rebatizada como Nacional Fábrica de Vidros da Marinha Grande, injetando capital privado na modernização da produção vidreira em Portugal.
O reconhecimento do seu papel como proprietário e financiador do Reino chegou por via da nobiliárquica. Em plena instabilidade política, foi agraciado pelo governo de D. Miguel com o título de Barão das Picoas por decreto de 7 de dezembro de 1831. Mais tarde, já sob o regime liberal, o seu estatuto foi novamente validado e elevado a Visconde das Picoas, por decreto de 19 de outubro de 1835. Os títulos faziam referência à sua vasta propriedade na zona das Picoas, em Lisboa, área que viria a marcar profundamente a topografia e o crescimento da própria cidade.
O legado de um visconde
António Esteves Costa faleceu em Lisboa a 1 de março de 1837 (algumas fontes apontam o dia 28 de fevereiro), na sua residência da Rua do Ferregial de Baixo. Morreu solteiro e sem geração, deixando a sua imensa herança distribuída por familiares colaterais — tendo inclusive servido de padrinho de batismo a sobrinhos que perpetuaram o seu nome na aristocracia da época.
Após a sua morte, o seu espólio documental acabou por se dispersar. Contudo, cartas comerciais e sentenças cíveis manuscritas guardadas em arquivos institucionais permitem aos historiadores e filatelistas contemporâneos mapear as redes de crédito, o pagamento de letras comerciais e a circulação de bens que sustentaram o império financeiro do Visconde.
Um vulto da história portuguesa
Hoje, quase duzentos anos depois, os registos pré-filatélios e mercantis devolvem visibilidade a uma personalidade crucial na transição económica de Portugal para a Época Contemporânea. De jovem caixeiro a Diretor de Banco, de comerciante do Brasil a Visconde, António Esteves Costa personifica o triunfo da burguesia capitalista que moldou as estruturas financeiras, industriais e urbanas do Portugal de Oitocentos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Gabriel António Franco de Castro: um Marechal de Campo entre a Guerra Peninsular e as Guerras Liberais


Como uma carta pré-filatélica de 1830 permitiu redescobrir a trajetória de um oficial-general que serviu Portugal num dos períodos mais conturbados da sua história.

Entre os muitos desafios da investigação histórica encontra-se a identificação das pessoas que surgem mencionadas em documentos aparentemente comuns. Uma simples carta pré-filatélica pode, por vezes, conduzir à reconstrução de uma vida inteira.

Foi precisamente isso que aconteceu durante a análise de uma carta pré-filatélica de 1830 pertencente ao acervo do Museu de Filatelia Sérgio Pedro. O sobrescrito apresentava como destinatário um oficial-general identificado como Gabriel António Franco de Castro, permitindo recuperar o percurso de uma figura que desempenhou funções de elevada responsabilidade militar durante as primeiras décadas do século XIX [1].

O homem por detrás do sobrescrito

A leitura paleográfica proposta para o endereço da carta é a seguinte:

Ill.mo e Ex.mo Senhor Gabriel Ant.º Franco de Castro, Fidalgo da Casa Real, Professo na Ordem Militar de São Bento de Avis e Marechal de Campo dos Exércitos. Lisboa.

Esta fórmula protocolar fornece elementos essenciais sobre a identidade do destinatário:

  • Fidalgo da Casa Real, evidenciando a sua condição nobiliárquica;
  • Professo na Ordem Militar de São Bento de Avis, uma das mais prestigiadas ordens militares portuguesas;
  • Marechal de Campo dos Exércitos, patente pertencente ao quadro dos oficiais-generais [1].

Mais do que um simples destinatário de correspondência, Gabriel António Franco de Castro surge assim como membro das elites militares e administrativas do Reino.

Os primeiros anos de uma carreira militar

A documentação conservada no Arquivo Histórico Militar permite acompanhar uma carreira construída ao longo de vários períodos decisivos da história portuguesa.

Entre os cargos identificados encontra-se o comando do Regimento de Artilharia n.º 4, unidade sediada no Porto e considerada uma das mais importantes da arma de artilharia portuguesa [1][2].

Durante a Guerra Peninsular exerceu igualmente as funções de Governador Interino de Tomar, acumulando responsabilidades sobre a Artilharia e o Parque do Exército na região compreendida entre os rios Tejo e Mondego [1].

Nessa qualidade manteve correspondência com D. Miguel Pereira Forjaz, Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, transmitindo informações sobre baixas, abastecimentos, deslocações de tropas e outras matérias relacionadas com a administração militar [1].

Da artilharia ao generalato

A progressão da sua carreira conduziu-o gradualmente aos mais elevados níveis da hierarquia militar portuguesa.

Enquanto Brigadeiro integrou a Junta do Comando Geral de Artilharia do Reino, organismo responsável pela supervisão técnica da arma e pela emissão de instruções relativas ao armamento e às fortificações costeiras [1].

A sua ascensão culminou com a promoção a Marechal de Campo, ocorrida em 12 de outubro de 1815, integrando desse modo o restrito grupo dos oficiais-generais do Exército Português [1].

Governador das Armas do Porto

Entre os cargos mais importantes exercidos por Gabriel António Franco de Castro destaca-se o de Governador das Armas do Porto.

A documentação do Arquivo Histórico Militar identifica-o repetidamente nesta função em correspondência oficial dirigida ao Ministério da Guerra. Esses documentos demonstram que era responsável por matérias relacionadas com a segurança militar da cidade, deslocação de tropas, manutenção da ordem pública e resposta a movimentos considerados subversivos. [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt]

A importância deste cargo não deve ser subestimada. O Governador das Armas constituía a mais elevada autoridade militar de uma região, exercendo competências de comando que ultrapassavam a simples administração castrense. No contexto politicamente instável das décadas de 1820 e 1830, o Porto assumia uma importância estratégica para o controlo do Norte do país. A confiança depositada em Gabriel António Franco de Castro para desempenhar estas funções evidencia o prestígio que havia alcançado na estrutura militar portuguesa. [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt]

A defesa de Lisboa em tempos de mudança

A carreira de Gabriel António Franco de Castro prosseguiu durante os anos de profundas transformações políticas desencadeadas pela Revolução Liberal de 1820.

Em 1821 foi nomeado Comandante da Linha de Defesa da Margem Direita do Tejo e Costa, assumindo responsabilidades na proteção da barra e do porto de Lisboa [1].

A partir da Torre de São Julião da Barra emitiu pareceres e pedidos de instruções dirigidos às Cortes e ao Governo sobre questões ligadas à defesa da capital e à segurança das suas infraestruturas estratégicas [1].

Trata-se de uma função particularmente significativa numa época marcada por tensões entre diferentes projetos políticos para o futuro do país.

Um marechal em 1830

Quando a carta pertencente ao acervo do Museu de Filatelia Sérgio Pedro foi expedida, em 1830, Portugal encontrava-se sob o governo de D. Miguel I.

A referência no sobrescrito a "Marechal de Campo dos Exércitos" demonstra que Gabriel António Franco de Castro continuava a beneficiar de elevado reconhecimento institucional e social. O tratamento honorífico utilizado revela não apenas a sua patente militar, mas também a posição de destaque que ocupava na sociedade portuguesa da época.

Para o historiador, o valor desta peça ultrapassa largamente o seu interesse postal. A carta constitui um testemunho material das redes de comunicação das elites militares portuguesas num dos períodos mais tensos da história contemporânea nacional.

Um vulto da história portuguesa

A trajetória de Gabriel António Franco de Castro atravessa alguns dos acontecimentos mais importantes do início do século XIX português.

Comandante de artilharia, Governador Interino de Tomar, membro da Junta do Comando Geral de Artilharia do Reino, Governador das Armas do Porto, responsável pela defesa da barra de Lisboa e Marechal de Campo dos Exércitos, participou diretamente na organização militar do Reino durante a Guerra Peninsular, o período vintista e os anos que antecederam as Guerras Liberais [1]. [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt], [ahm-exerci...esa.gov.pt]

Hoje, quase duzentos anos depois, uma simples carta preservada num acervo filatélico permite devolver visibilidade a uma personalidade que, embora pouco conhecida do grande público, ocupou posições de elevada responsabilidade na estrutura militar portuguesa.

 

Figura 1: Sobrescrito pré-filatélico dirigido a Gabriel António Franco de Castro, identificado como "Fidalgo da Casa Real, Professo na Ordem Militar de São Bento de Avis e Marechal de Campo dos Exércitos". A peça constitui um raro testemunho documental da correspondência dirigida a uma alta patente militar portuguesa durante o período miguelista. Acervo do Museu de Filatelia Sérgio Pedro.

 

Nota de cautela académica

A identificação do destinatário e a interpretação histórica apresentadas neste estudo resultam do cruzamento entre a leitura paleográfica do sobrescrito e a documentação atualmente disponível em arquivos militares portugueses. Algumas conclusões devem, por conseguinte, ser entendidas como interpretações fundamentadas, suscetíveis de revisão à luz de novas evidências documentais.

Referências

[1] Arquivo Histórico Militar (AHM). Folhas de serviço, correspondência militar, registos biográficos e documentação relativa a Gabriel António Franco de Castro.

[2] Arquivo Histórico Militar. Documentação administrativa do Regimento de Artilharia n.º 4.

[3] Portugal: Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico.

[4] Biblioteca Nacional Digital. Gazeta de Lisboa e almanaques militares do primeiro quartel do século XIX.

[5] Torre do Tombo, DigitArq. Fundos do Ministério da Guerra e documentação administrativa do período.

Nota de Arquivo: Para conhecer o enquadramento comportamental e a análise da mensagem contida nesta peça de 1830, consulte o artigo técnico no nosso blog parceiro: Postal Psychosociology: Carta Pré-Filatélica sobre fidelidade política, controlo social e comunicação entre elites Miguelistas (1830).

quarta-feira, 11 de março de 2026

Fialho de Almeida (1857 - 1911)

 
Fialho de Almeida nasceu a 7 de maio de 1857, em Vila de Frades, e destacou-se como um dos maiores prosadores e críticos sociais da literatura portuguesa. Estudou Medicina em Lisboa, curso que concluiu com dificuldade, mas foi no jornalismo e na literatura que encontrou a sua verdadeira vocação.

Espírito inquieto e de sátira mordaz, celebrizou-se com "Os Gatos", onde analisou com crueza a sociedade do seu tempo. A sua escrita, marcada por um vocabulário rico e um estilo naturalista e decadente, revelou um olhar pessimista sobre o país.

Faleceu a 4 de março de 1911, na sua terra natal.





sábado, 7 de março de 2026

Charles Darwin (1809 - 1882)

 

Nasceu em Shrewsbury, no Reino Unido, a 12 de fevereiro de 1809, e destacou-se como o naturalista que revolucionou a biologia moderna. Estudou Medicina em Edimburgo e Teologia em Cambridge, mas a sua verdadeira vocação revelou-se durante a expedição científica a bordo do HMS Beagle.

Nesta viagem de cinco anos, Darwin recolheu dados cruciais que fundamentaram a sua teoria sobre a seleção natural. Em 1859, publicou a sua obra monumental, "A Origem das Espécies", onde explicou como as populações evoluem através da sobrevivência dos mais aptos, desafiando as crenças da época. 

A sua vasta investigação transformou o pensamento científico mundial, integrando o homem na história biológica da Terra.

Faleceu em Downe a 19 de abril de 1882. 





segunda-feira, 2 de março de 2026

Wolfgang Goethe (1749 - 1832)

 

Johann Wolfgang von Goethe nasceu em Frankfurt am Main, no Sacro Império Romano-Germânico (atual Alemanha), a 28 de agosto de 1749, e destacou-se como poeta, romancista e estadista. Estudou Direito nas universidades de Leipzig e Estrasburgo, mas acabou por se doutorar e dedicar a sua carreira à literatura e ao serviço público em Weimar. Em 1774, ganhou fama mundial com "Os Sofrimentos do Jovem Werther", onde explorou o sentimentalismo do movimento Sturm und Drang. Devido ao seu talento, foi convidado para a corte de Weimar, onde conheceu Friedrich Schiller, o seu mais importante colaborador.

Juntos, definiram o Classicismo de Weimar, integrando ideais humanistas e estéticos que renovaram a cultura alemã.

Após uma longa estadia na Itália, fixou residência permanente em Weimar. Foi nesta cidade que se dedicou à sua obra monumental, "Fausto", onde analisou profundamente os dilemas da alma humana e o desejo de conhecimento absoluto. Paralelamente, realizou estudos científicos inovadores, como a "Teoria das Cores", influenciando a biologia e a física da época.

A sua vasta produção, que inclui "Afinidades Eletivas", transformou o pensamento literário mundial, tornando-o um dos maiores vultos da história moderna.

Faleceu em Weimar a 22 de março de 1832.

 








domingo, 1 de março de 2026

Friedrich Engels (1820 - 1895)

 


  • Editorado postal: A VEB Volkskunstverlag era uma editora estatal da antiga Alemanha Oriental (DDR), sediada em Reichenbach im Vogtland.

Karl Marx (1818 - 1883)

 

Karl Marx nasceu em Tréveris, no Reino da Prússia, a 5 de maio de 1818, e destacou-se como filósofo, economista e revolucionário. Estudou Direito nas universidades de Bona e Berlim, mas acabou por se doutorar em Filosofia na Universidade de Jena.

Em 1842, iniciou a sua carreira como jornalista no "Gazeta Renana", onde começou a desenvolver as suas críticas sociais e políticas. Devido à censura prussiana, exilou-se em Paris, onde conheceu Friedrich Engels, o seu mais importante colaborador. Juntos, escreveram o "Manifesto Comunista" em 1848, que delineou os princípios do materialismo histórico e a luta de classes.

Após ser expulso de vários países pelas suas ideias radicais, estabeleceu-se em Londres em 1849. Foi nesta cidade que se dedicou à sua obra monumental, "O Capital", onde analisou profundamente o funcionamento do sistema capitalista e a exploração do trabalho. Paralelamente, participou ativamente na fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores, influenciando movimentos operários globais.

Marx também escreveu obras fundamentais como "A Ideologia Alemã" e "A Miséria da Filosofia", consolidando as bases do socialismo científico. A sua vasta produção intelectual e o seu ativismo político transformaram o pensamento sociológico e económico contemporâneo, tornando-o um dos pensadores mais influentes da história moderna.

Faleceu em Londres a 14 de março de 1883.

Maximum card  Karl Marx

Maxicard 70th Anniversary of the Death of Karl Marx

Yt: IN 761 - Death Centenary of Karl Marx (1818-1883)

Death Centenary of Karl Marx

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Henri Farman (1874 - 1958)

 2010 – Correio Prioritário para Portugal Sobrescrito com franquia composta, incluindo a emissão beneficente de 2010 (0,50€ + 0,10€) dedicada a Henri Farman, em homenagem ao centenário do primeiro voo com passageiro. A peça documenta o uso tardio da imagem do pioneiro na filatelia francesa moderna, circulada com etiqueta de serviço internacional e carimbo datador de 13/04/2010.

Henri Farman, ou simplesmente "Henry", nasceu em Paris a 26 de maio de 1874 e destacou-se como ciclista, piloto de automóveis, aviador e construtor aeronáutico.

Farman pertenceu à primeira geração de pioneiros da aviação mundial. A 13 de janeiro de 1908, realizou o primeiro voo em circuito fechado de um quilómetro na Europa, feito que lhe valeu o prestigiado Grande Prémio de Aviação Deutsch-Archdeacon.

A partir de 1908 fundou com os seus irmãos a Farman Aviation Works, empresa que dominou a indústria aeronáutica europeia durante décadas. De entre as distinções e recordes atribuídos destacam-se a conquista do recorde mundial de distância e duração (1909) e a atribuição da Legião de Honra pelo governo francês.

Faleceu no dia 17 de julho de 1958 em Paris.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Adolf Hitler (1890 - 1945)



Hitler nasceu a 20 de abril de 1890 em Braunau am Inn na Áustria (à data parte do Império Austro-Húngaro), e foi criado na cidade de Linz. Mudou-se para a Alemanha em 1913 e serviu com distinção no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Destacou-se como político e líder do Partido Nazista (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei; NSDAP), Chanceler do Reich (de 1933 a 1945) e Führer ("líder") da Alemanha Nazi de 1934 até 1945. Como ditador do Reich Alemão, ele foi o principal instigador da Segunda Guerra Mundial na Europa e foi figura central do Holocausto.

Sob a liderança de Adolf Hitler, que defendia uma ideologia racial, o regime nazi perpetrou um dos maiores genocídios da história da humanidade, matando ao todo pelo menos 6 milhões de judeus e milhões de outras pessoas que Hitler e seus seguidores consideravam como Untermenschen ("sub-humanos") e socialmente "indesejáveis". Os nazis também foram responsáveis pela morte de mais de 19,3 milhões de civis e prisioneiros de guerra. Além disso, no total, 29 milhões de soldados e civis morreram como resultado do conflito na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. O número de fatalidades neste conflito foi sem precedentes e ainda é uma das guerras mais mortais da história.

Adolf Hitler faleceu em Berlim a 30 de abril de 1945.





Eddie Rickenbacker (1890 - 1973)

Franked with two 0.60 USD “Aviation Pioneers – Eddie Rickenbacker” stamps, illustrating the U.S. WWI flying ace and his contribution to early aviation. A USPS “Par Avion / Airmail” label indicates carriage by airmail. Mechanical U.S. cancellation (2012) confirms genuine postal use. The cover shows two sorting codes:  Black barcode strip applied by USPS for initial automated routing. Phosphorescent barcode strip added by Correos de España for optical sorting of incoming international mail.

 

Museu de Filatelia Sérgio G. Pedro

Divulgação e Promoção de Filatelia como bem Artístico e Cultural