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quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Jorge Sampaio (1939 - 2021)

 


Jorge Fernando Branco de Sampaio nasceu em Lisboa, em 18 de setembro de 1939 e destacou-se como político e diplomata.

Foi presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (1959)[nessa qualidade, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 1960 tendo estado preso 3 dias], Secretário-Geral do PS (1989), Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1989) e Presidente da República Portuguesa (1996), enviado Especial para a Luta contra a Tuberculose Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (2006), Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações (2007).

Morreu no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, a 10 de setembro de 2021.



 

domingo, 2 de outubro de 2016

Mahatma Gandhi (1869 - 1969)


Mohandas Karamchand Gandhi nasceu em Porbandar (Índia) a 2 de outubro de 1869. Mais conhecido como Mahatma Gandhi (do sânscrito "Mahatma", "A Grande Alma") foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução. O princípio do satyagraha, frequentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela. Frequentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade e não-violência
Mahatma Gandhi faleceu em Nova Déli a 30 de janeiro de 1948.




sábado, 3 de setembro de 2016

António Sérgio (1883 - 1969)


António Sérgio de Sousa
Nasceu a 3 de setembro de 1883 em Damão (Índia) e destacou-se como filosofo, pedagogo e político
Após estudos de pós-graduação no Instituto Jean-Jacques Rousseau (1914-16), grande centro mundial do movimento da Escola Nova, onde estudou com a sua mulher, e onde privou com Édouard Claparède e com Adolphe Ferrière, participou no mais consequente projeto de reforma do Ensino Português elaborado durante a Primeira República (Projecto Camoesas).
A sua ação e pensamento, inicialmente inspirados por figuras como Alexandre Herculano, Oliveira Martins e Antero de Quental, foi marcadamente voltada para a reforma das mentalidades, para a compreensão histórico-sociológica de Portugal e para a problemática da educação.
António Sérgio faleceu em Lisboa a 24 de janeiro de 1969.

Selo de António Sérgio obliterado com caimbo de 1. dia de circulação

quarta-feira, 9 de março de 2016

Taras Shevtchenko (1814 - 1861)


Taras Shevtchenko nasceu a 9 de março de 1814 e destacou-se como  poeta, pintor, desenhador, artista e humanista ucraniano. Foi fundador da literatura moderna ucraniana e visionário da Ucrânia moderna. Sua maior obra foi a colectânea poética Kobzar.
Nascido numa família pobre, na aldeia de Moryntsi, Província de Kiev, no Império Russo (atual região de Cherkássi, Ucrânia), Shevchenko ficou órfão aos onze anos. Levado à escravidão, Shevchenko torna-se propriedade do aristocrata russo, lorde Pavel Engelhardt, a quem acompanha para cidade de Vilnius (1828–31) e, posteriormente, São Petersburgo.
O famoso pintor e professor russo Karl Briullov doou o seu retrato do poeta russo Vasily Zhukovsky a uma lotaria, para angariar o dinheiro para libertar Shevtchenko, algo que aconteceu no dia 5 de Maio de 1838.
Em Março de 1845, o Conselho da Academia da Arte atribuiu a Shevchenko o título de "artista". No dia 5 de Abril de 1847 Shevchenko foi preso no processo da Irmandade dos Santos Cirilo e Metódio, organização política que pretendia a liberalizar o Império Russo. É provável que Shevchenko nem fosse membro efectivo da irmandade, a polícia russa acusou-o devido ao poema "Sonho" (Son), que segundo eles atacava a monarquia russa, satirizava o czar Nicolau I e a sua esposa, rainha Alexandra.
Shevchenko foi enviado à prisão em São Petersburgo, e depois mandado para o exílio na base militar russa de Orsk, perto da cidade de Oremburgo, junto aos montes Urais. O czar Nicolau confirmou a sentença, acrescentando a proibição de “escrever ou desenhar”.
Em 1857 Shevchenko voltou do exílio, apôs receber a perdão real e a 10 de março de 1861 faleceu em São Petersburgo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Thillaiyadi Valliammai (1898 - 1914)


Thillaiyadi Valliammai nasceu em Nagapattinam (Índia) a 22 de fevereiro de 1898 e destacou-se como ativista não-violenta contra a segregação racial e religiosa, tendo participado em várias manifestações com Mahatma Ghandi.
Os seus pais mudaram-se para Joanesburgo (África do Sul) ainda Thillaiyadi era bebé sendo que ela cresceu num ambiente bastante hostil onde a segregação racial imperava. Contudo, só na adolescência é que ela se começou a aperceber do quanto era errada a discriminação racial e religiosa.
Aquando das manifestações de outubro de 1913, contra a Lei do Matrimónio (que impunha que todos os casamentos que não se realizassem em igreja católica não eram reconhecidos como tal) que não haviam sido autorizadas pelo estado Thillaiyad foi presa e condenada a três meses de trabalhos forçados.
Na prisão adoeceu sendo que recebeu a oferta de ser libertada mais cedo desde que se arrepende-se do seu crime. Na sequência desses acontecimentos Mahatma Ghandi visitou e registou a sua conversa com ela
Quando a visitei ela já estava confinada à sua cama sendo que o seu corpo magro era uma coisa terrível de se ver.
- Não está arrependida após esta prisão?
- Arrependida? Não, mesmo agora estou disposta a ser presa novamente.
- E se isso resultar na tua morta?
- Não me importo. Quem não gostaria de poder morrer pela pátria que ama?
Thillaiyadi Valliammai morreu a 22 de fevereiro de 1914 em Pietermaritzburg (África do Sul) com 16 anos.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Galileu Galilei (1564 - 1642)



Galileu Galilei nasceu a 15 de fevereiro de 1564 em Pisa (Itália) e destacou-se como físico, matemático, astrónomo e filósofo.
Os estudos de Galileu foram fundamentais na revolução científica, sendo ele considerado o “pai da ciência moderna”. A principal contribuição de Galileu foi o método científico.
Devido às ideias defendidas em 22 de junho de 1633, foi condenado pela Santa Sé por crimes abomináveis. A pena seria cumprida nas masmorras do Santo Ofício, sendo que à posteriori ficou em prisão domiciliária em Arcetri.
Em 1638, quando já estava completamente cego, publicou Discorsi e Dimostrazioni Matematiche Intorno a Due Nuove Scienze em Leiden, na Holanda, a sua obra mais importante. Nela discute as leis do movimento e a estrutura da matéria.
Galileu faleceu em Arcetri a 8 de janeiro de 1642


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Álvaro Cunhal (1913 - 2005)



Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu em Coimbra a 10 de novembro de 1913 em Coimbra (Sé Nova) e destacou-se como político e escritor. Na sua atividade foi dos mais conhecidos resistentes ao Estado Novo.
Passou a infância em Seia, de onde o pai era natural. O pai retirou-o da escola primária porque não queria que o filho «aprendesse com uma professora primária autoritária e a menina-de-cinco-olhos».
Aos onze anos, mudou-se com a família para Lisboa, onde frequentou o Liceu Camões. Daí seguiu para a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde iniciou a sua actividade revolucionária.
Em 1931, com dezassete anos, filia-se no PCP - Partido Comunista Português e integra a Liga dos Amigos da URSS e o Socorro Vermelho Internacional. Em 1934 é eleito representante dos estudantes no Senado da Universidade de Lisboa. Em 1935 chega a secretário-geral da Federação das Juventudes Comunistas. Em 1936, após uma visita à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), é cooptado para o Comité Central do PCP. Ao longo da década de 30, colaborou com vários jornais e revistas como a Seara Nova e o O Diabo, e nas publicações clandestinas do PCP, o Avante e O Militante, com vários artigos de intervenção.
Em 1940, Cunhal é escoltado pela polícia à Faculdade de Direito, onde apresenta a sua tese da licenciatura em Direito, sobre a temática do aborto e a sua despenalização, tema pouco vulgar para a época em questão. A sua tese, apesar do contexto político pouco favorável, foi classificada com dezasseis valores. Do júri fazia parte Marcello Caetano.
Devido aos seus ideais comunistas e à sua assumida e oposição à ditadura, esteve preso num total de 15 anos, 8 dos quais em completo isolamento sem nunca, incrivelmente, ter perdido a noção do tempo. Mesmo sob violenta tortura, nunca falou. Na prisão, como forma de passar o tempo, dedicou-se à pintura e à escrita. Uma das suas produções mais notáveis aquando da sua prisão, foi a tradução e ilustração da obra Rei Lear, de William Shakespeare.
Em 1962 é enviado pelo PCP para o estrangeiro, primeiro para Moscovo, depois para Paris.
Ocupou o cargo de secretário-geral do PCP, sucedendo a Bento Gonçalves, entre 1961 e 1992, tendo sido substituído por Carlos Carvalhas.
Em 1968 Álvaro Cunhal presidiu à Conferência dos Partidos Comunistas da Europa Ocidental, o que é revelador da influência que já nessa altura detinha no movimento comunista internacional. Neste encontro, mostrou-se um dos mais firmes apoiantes da invasão da então Checoslováquia pelos tanques do Pacto de Varsóvia, ocorrida nesse mesmo ano.
Entretanto, foi condecorado com a Ordem da Revolução de Outubro.
Regressou a Portugal cinco dias depois do 25 de Abril de 1974.
Foi ministro sem pasta no I, II, III e IV governos provisórios e também deputado à Assembleia da República entre 1975 e 1992.
Em 1982, tornou-se membro do Conselho de Estado, abandonando estas funções dez anos depois, quando saiu da liderança do PCP.
Além das suas funções na direcção partidária, foi romancista e pintor, escrevendo sob o pseudónimo de Manuel Tiago, o que só revelou em 1995.
Em 1989 Álvaro Cunhal foi à URSS para ser operado a um aneurisma da aorta, sendo recebido em Moscovo por Mikhail Gorbatchov o qual o agraciou com a Ordem de Lenine. Nos últimos anos da sua vida sofreu de glaucoma, acabando por cegar.
Faleceu em 13 de junho de 2005 e no seu funeral (15 de junho), participaram mais de 250.000 pessoas. Por sua vontade, o corpo foi cremado.

sábado, 26 de abril de 2014

Damião de Gois

Damião de Góis (Alenquer2 de fevereiro de 1502 — 30 de janeiro de 1574) foi um historiador e humanista português, relevante personalidade do renascimento em Portugal. De mente enciclopédica, foi um dos espíritos mais críticos da sua época, verdadeiro traço de união entre Portugal e a Europa culta do século XVI.
De família nobre, Damião de Góis era filho do almoxarife Rui Dias de Góis, valido do Duque de Aveiro e da sua quarta esposa 'Isabel Gomes de Limi, descendente de Nicolau de Limi, fidalgo flamengo que se estabeleceu em Portugal.
Devido à morte do seu pai, a formação de Damião de Góis foi feita na corte de D. Manuel I, a qual integrou aos nove anos como moço de câmara, e onde passou 10 anos contactando com figuras como Cataldo Sículo. Em 1523 foi colocado por D. João IIIcomo secretário da Feitoria Portuguesa de Antuérpia — também, em atenção à sua ascendência flamenga.
Efetuou várias missões diplomáticas e comerciais na Europa entre 1528 e 1531. Em 1533 abandonou o serviço oficial do governo português e dedicou-se exclusivamente aos seus propósitos de humanista. Em viagens pela Europa do Norte, contactou com eminentes humanistas e reformadores, conhecendo pessoalmente LuteroMelanchthon e tornando-se amigo íntimo do humanista holandês Erasmo de Roterdão, com quem conviveu em Basileia em 1534 e que o guiou nos seus estudos, assim como nos seus escritos.
Estudou em Pádua entre 1534 e 1538 onde foi contemporâneo dos humanistas italianos Pietro Bembo e Lazzaro Buonamico. Pouco tempo depois fixou-se em Lovaina por um período de seis anos. Damião de Góis foi feito prisioneiro durante a invasão francesa da Flandres mas foi libertado pela intervenção de Dom João III que o trouxe para Portugal. Versátil e culto, tornou-se escritor, músico, compositor, colecionador de arte e mecenas. Entre as obras por si coleccionadas é frequentemente atribuído o tríptico de As Tentações de Santo Antão, do pintor holandês Hieronymus Bosch.
Publicou diversas obras humanistas e historiográficas, que lhe valeram a perseguição por alguns elementos do clero português. Quando regressou definitivamente a Portugal, em 1545, foram-lhe movidos dois processos no Tribunal do Santo Ofício. Arquivados os mesmos, em 1548 foi nomeado guarda-mor dos Arquivos Reais da Torre do Tombo, e dez anos mais tarde foi escolhido pelo cardeal D. Henrique para escrever a crónica oficial do rei D. Manuel I, que foi completada em 1567.
No entanto, apesar do rigor historiográfico, este seu trabalho desagradou a algumas famílias nobres, e em 1571 Damião de Góis caiu nas garras do Santo Ofício (Inquisição). Sem a protecção do cardeal-regente, foi preso, sujeito a processo e depois, em 1572, foi transferido para o Mosteiro da Batalha. Abandonado pela sua família, apareceu morto, com suspeitas de assassinato, na sua casa de Alenquer, em 30 de Janeiro de 1574, sendo enterrado na igreja de Santa Maria da Várzea, da mesma vila, que mandara restaurar em 1560.
Em 1940, devido a ruína, a capela que inclui o túmulo de Damião de Góis e de sua mulher, Joana van Hargen foi trasladada para a atual igreja de São Pedro, de Alenquer, onde se encontra hoje e está classificado como Monumento Nacional desde 1910. Nas paredes laterais foi inserida a pedra com as armas de Damião de Góis, dadas ao escritor pelo imperador Carlos V, e as de Joana van Hargen e o curioso epitáfio tumular de Damião de Góis, escrito pelo próprio em 1560, cerca de quinze anos antes da morte, com o busto e o texto em latim: "Ao maior e óptimo Deus. Damião de Goes, cavaleiro lusitano fui em tempos; corri toda a Europa em negócios públicos; sofri vários trabalhos de Marte; as musas, os príncipes e os varões doutos amaram-me com razão; descanso neste túmulo em Alenquer, aonde nasci, até que aquele dia acorde estas cinzas." 

Museu de Filatelia Sérgio G. Pedro

Divulgação e Promoção de Filatelia como bem Artístico e Cultural