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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Fernão Mendes Pinto (1510 - 1583)

 


Fernão Mendes Pinto nasceu em Montemor-o-Velho entre 1510 e 1514 e destacou-se como escritor.

Em 1537, parte para a Índia, ao encontro dos seus dois irmãos. De acordo com os relatos da sua obra Peregrinação, foi durante uma expedição ao  Mar Vermelho em 1538, que Mendes Pinto participou num combate naval com os otomanos, onde foi feito prisioneiro e vendido a um grego e por este a um judeu que o levou para Ormuz, onde foi resgatado por portugueses.

Acompanhou a Malaca, Pedro Faria donde fez o ponto de partida para as suas aventuras, tendo percorrido, durante 21 acidentados anos, as costas da Birmânia, Sião, Arquipélago de sunda, Molucas, china e Japão. Numa das suas viagens a este país conheceu S. Francisco Xavier e, influenciado pela personalidade, decidiu entrar para a Companhia de Jesus e promover uma missão jesuíta no Japão.

Com a ajuda do ex-governador da Índia Francisco Barreto, conseguiu arranjar documentos comprovativos dos sacrifícios realizados pela pátria, que lhe deram direito a uma tença, que nunca recebeu. Desiludido, foi para a sua Quinta de Palença, em Almada, onde se manteve até à morte e onde escreveu, entre 1570 e 1578, a obra que nos legou, a sua inimitável Peregrinação. Esta só viria a ser publicada 20 anos após a morte do autor, receando-se que o original tenha sofrido alterações às quais não seriam alheios os Jesuítas. Deixou-nos um relato tão fantástico do que viveu que durante muito tempo não se acreditou na sua veracidade; de tal modo que até se fazia um jocoso dito com o seu nome: Fernão Mendes Minto, ou então ainda: Fernão, mentes? Minto!.

Faleceu a 8 de julho de 1583 no Pragal.

 


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fernão Mendes Pinto (400 anos da 1.ª edição Peregrinação)

Selos colocados em circulação a 24/02/2014

Fernão Mendes Pinto nasceu em Montemor-o-Velho, talvez em 1510, e morreu em Almada, supostamente a 8 de julho de 1583.

Em 2014 perfaz-se quatrocentos anos desde a primeira edição de Peregrinação, magistral relato de uma longa viagem ao Oriente que valeu a imortalidade a «um herói feito de carne humana», Fernão Mendes Pinto (1510 - 1583).
Os desígnios da história encarregar-se-iam de consagrar como obra-prima da literatura universal este extraordinário livro autobiográfico escrito por um grande viajante português do século XVI que foi aventureiro, mercador, embaixador, mercenário, esmolante, marinheiro e pirata. E ainda «treze vezes cativo e dezassete vendido(...)».
Ao longo de 266 capítulos povoados de emoção e aventura, o autor descreve num tom fresco, espontâneo, coloquial, as impressões de um europeu em contacto com a civilização asiática, as suas gentes, tradições, cultos, paisagens. Paralelamente, dá a conhecer a acção dos portugueses no Oriente, não raras vezes perpassando ao leitor apontamentos de crítica e de sátira
Título primordial do género «literatura de viagens», Peregrinação distingue-se pelo espírito picaresco que atravessa toda a obra, patente numa clara inversão do estilo heróico. Há quem lhe chame uma anti-epopeia. Mostrando «que misérias compõem um homem», as personagens surgem desnudadas nas suas fraquezas e medos.

 
Bloco

Museu de Filatelia Sérgio G. Pedro

Divulgação e Promoção de Filatelia como bem Artístico e Cultural