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sábado, 27 de dezembro de 2025

Um lugar para o Colecionismo: Vultos da História e da Cultura: Léopold II (1835 - 1909

Um lugar para o Colecionismo: Vultos da História e da Cultura: Léopold II (1835 ...: Vultos da História e da Cultura: Léopold II (1835 - 1909):   Léopold Louis Philippe Marie Victor nasceu em Bruxelas (Bélgica) a 9 de abril de 1835

Leopoldo II nasceu em Bruxelas, na Bélgica, a 9 de abril de 1835 e destacou-se como o segundo Rei dos Belgas. Foi uma figura central do imperialismo europeu do século XIX, tendo governado a Bélgica de 1865 até à sua morte. Filho do Rei Leopoldo I e da Rainha Luísa Maria de Orleães, sucedeu ao pai e dedicou o seu longo reinado à modernização industrial do seu país e à expansão colonial, sendo conhecido internamente como o "Rei Construtor" devido ao vasto património arquitetónico e urbano que promoveu em cidades como Bruxelas e Antuérpia.

Para Leopoldo II, a posse de colónias era o meio fundamental para consolidar o prestígio e a economia da jovem nação belga. Em 1885, após a Conferência de Berlim, obteve o reconhecimento internacional do Estado Livre do Congo como sua propriedade privada, administrando-o à margem do Estado belga. No entanto, o seu governo na região tornou-se infame pela exploração brutal de recursos como a borracha e o marfim, recorrendo a um sistema de trabalho forçado e punições violentas que resultaram na morte de milhões de congoleses.

A sua atuação é fundamental para compreender as dinâmicas da Partilha de África e os dilemas éticos do colonialismo. No início do século XX, a exposição internacional das atrocidades cometidas no Congo forçou o Parlamento belga a retirar-lhe o controlo pessoal do território em 1908, transferindo-o para a soberania do Estado. O seu legado permanece profundamente controverso, oscilando entre o papel de modernizador da Bélgica e a responsabilidade por um dos regimes mais cruéis da história colonial.

Leopoldo II faleceu em Laeken (Bélgica) a 17 de dezembro de 1909.

Um lugar para o Colecionismo: Maximum Card 1.º Centenário de Prudente de Moraes (1841 - 1902)

Um lugar para o Colecionismo: Maximum Card 1.º Centenário de Prudente de Moraes ...: Country:  Brazil Issue:  Brazil – 600 Réis “Prudente de Moraes” Date of Issue:  November 15, 1910 Postmark:  Commemorative Circular Date Sta...

Prudente José de Moraes e Barros nasceu em Itu, na província de São Paulo (Brasil), a 4 de outubro de 1841 e destacou-se como advogado e estadista. Foi uma figura central na consolidação do regime republicano brasileiro, sendo o primeiro civil a assumir a Presidência da República e o primeiro eleito por voto direto. Formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, iniciou a sua carreira no Partido Liberal antes de se tornar um dos fundadores do Partido Republicano Paulista (PRP). Antes de chegar à chefia da nação, serviu como deputado, senador e governador do Estado de São Paulo.

Para Prudente de Moraes, a política era o meio de substituir a influência militar pelo poder civil e estabilizar as instituições após o período da "República da Espada". Eleito em 1894, o seu mandato foi marcado pela pacificação da Revolução Federalista e pela resolução de disputas diplomáticas territoriais. Contudo, o seu governo enfrentou graves dificuldades financeiras e o violento conflito da Guerra de Canudos, no sertão baiano.

A sua atuação é fundamental para compreender a estruturação da "República Velha" e a ascensão das oligarquias cafeeiras. Em 1897, sobreviveu a um atentado, o que ironicamente reforçou a sua autoridade para concluir o mandato. O seu legado reside na implementação de um modelo de governação focado na ordem civil e no equilíbrio das contas públicas.

Prudente de Moraes faleceu em Piracicaba (Brasil) a 3 de dezembro de 1902.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Um lugar para o Colecionismo: Maxicard Centenary of the Birth of Marthinus Wessel Pretorius (1819 - 1901)

Um lugar para o Colecionismo: Maxicard Centenary of the Birth of M.W. Pretorius ...:   Country: South Africa Issue: Centenary of the Birth of M.W. Pretorius (First President of the South African Republic) Date of Issue: 19...
YT: ZA 216

Marthinus Wessel Pretorius nasceu perto de Graaff-Reinet, na Colónia do Cabo (atual África do Sul), a 17 de setembro de 1819 e destacou-se como estadista e soldado bôer.
Marthinus Wessel Pretorius foi uma figura central na história dos bôeres e da África do Sul do século XIX, sendo o único homem a servir como presidente de duas repúblicas bôeres, o Estado Livre de Orange e a República Sul-Africana (Transvaal). Primogénito do líder Andries Pretorius, Marthinus sucedeu ao seu pai como comandante-geral e continuou os esforços de unificação dos colonos bôeres (trekkers). Em 1855, fundou a cidade de Pretória, que mais tarde se tornou a capital da República Sul-Africana, em homenagem ao seu pai.
Para Pretorius, a política era um meio de solidificar a independência e a união das repúblicas bôeres. Foi eleito o primeiro presidente da República Sul-Africana em 1857 e, em 1860, também se tornou presidente do Estado Livre de Orange, numa tentativa de aproximar as repúblicas irmãs. No entanto, a sua reivindicação de campos de diamantes no rio Vaal em 1867 causou conflitos com os interesses britânicos e levou a tensões internas.
A atuação de Pretorius é fundamental para compreender a formação do estado sul-africano e os conflitos que levaram às Guerras dos Bôeres. Após a anexação britânica do Transvaal em 1877, ele foi brevemente preso, mas mais tarde tornou-se membro de um triunvirato que proclamou uma nova república bôer no início da Primeira Guerra da Independência Bôer (1880–1881). Foi um dos signatários do Tratado de Pretória, que restabeleceu a independência dos estados bôeres.
Marthinus Wessel Pretorius faleceu em Potchefstroom (África do Sul) a 19 de maio de 1901.

Sir Henry Morton Stanley (1841 - 1904)

John Rowlands, mais tarde conhecido como Sir Henry Morton Stanley, nasceu em Denbigh (País de Gales) a 28 de janeiro de 1841 e destacou-se como explorador e jornalista. 
Henry Morton Stanley foi uma das figuras mais proeminentes da exploração europeia em África no século XIX. Embora tenha nascido no Reino Unido com o nome de John Rowlands, emigrou para os Estados Unidos, onde adotou o nome pelo qual se tornou mundialmente conhecido. A sua fama solidificou-se quando, numa missão jornalística para o New York Herald, encontrou o missionário e explorador desaparecido David Livingstone, proferindo a icónica frase "Dr. Livingstone, I presume?". 
Para Stanley, a exploração era uma aventura e uma missão de descoberta. Liderou várias expedições notáveis, incluindo a travessia do continente africano de leste a oeste e a navegação do rio Congo, mapeando vastas áreas do interior africano. No entanto, a sua atuação ficou marcada por métodos controversos e por um papel ativo na colonização africana, trabalhando para o rei Leopoldo II da Bélgica na fundação e administração inicial do Estado Livre do Congo, um período associado a graves abusos e exploração das populações locais. 
A atuação de Stanley é fundamental para compreender a história da exploração e partilha de África no século XIX, tanto pelos seus feitos geográficos pioneiros como pelo seu impacto na subsequente colonização. O seu legado é complexo, combinando a ousadia e resiliência de um explorador com a participação numa das páginas mais sombrias da história colonial. 
Henry Morton Stanley faleceu em Londres (Inglaterra) a 10 de maio de 1904.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Léopold II (1835 - 1909)

 

Léopold Louis Philippe Marie Victor nasceu em Bruxelas (Bélgica) a 9 de abril de 1835 e destacou-se como Rei dos Belgas.

Leopoldo II foi uma das figuras mais marcantes da história belga, tendo reinado entre 1865 e 1909. Durante o seu reinado, promoveu importantes obras públicas, como a construção de avenidas, parques e edifícios que transformaram Bruxelas numa capital moderna. Contudo, é sobretudo lembrado pelo papel controverso na colonização africana, sendo fundador e soberano do Estado Livre do Congo, que administrou como propriedade pessoal antes da sua anexação pela Bélgica em 1908.

Para Leopoldo II, a expansão colonial era vista como uma forma de engrandecer a Bélgica e garantir recursos para o desenvolvimento industrial. No entanto, a exploração do Congo ficou marcada por graves abusos contra as populações locais, o que gerou críticas internacionais e debates sobre ética e direitos humanos.

A atuação de Leopoldo II é fundamental para compreender a história da Bélgica no século XIX, tanto pelo desenvolvimento interno como pelo impacto da política colonial. O seu legado é complexo, combinando modernização nacional com uma das páginas mais sombrias da história africana.

Leopoldo II faleceu em Laeken (Bélgica) a 17 de dezembro de 1909.

 


Juan Lavalle (1797 - 1841)

05-12-1941

Juan Lavalle nasceu em Buenos Aires (Argentina) a 17 de outubro de 1797 e destacou-se como militar e líder político.

Lavalle foi um dos protagonistas das guerras de independência da Argentina e das lutas civis que marcaram o século XIX. Iniciou a sua carreira militar muito jovem, participando nas campanhas contra as invasões inglesas e, mais tarde, nas batalhas pela independência sul-americana, incluindo a célebre vitória em Ituzaingó contra as forças do Império do Brasil.

Para Lavalle, a defesa da liberdade e da organização republicana era essencial. Contudo, a sua trajetória ficou marcada por episódios controversos, como a execução de Manuel Dorrego, que desencadeou uma prolongada guerra civil entre unitários e federais. Apesar das divisões políticas, Lavalle é lembrado como um estratega habilidoso e um homem de ação, cuja vida reflete a complexidade da construção do Estado argentino.

A sua atuação é fundamental para compreender os conflitos internos que moldaram a Argentina no século XIX, bem como as tensões entre projetos políticos opostos.

Juan Lavalle faleceu em San Salvador de Jujuy a 9 de outubro de 1841.


Emile Gentil (1866 - 1914)

 

1937

Émile Gentil nasceu em Volmunster (França) a 4 de abril de 1866 e destacou-se como explorador e administrador colonial.

Gentil foi uma figura central na expansão francesa em África, tendo desempenhado um papel decisivo na consolidação do domínio francês na região do Chade e na criação do território da África Equatorial Francesa. A sua missão mais conhecida foi a expedição que estabeleceu a ligação entre o Congo e o Chade, garantindo a presença francesa face à concorrência colonial europeia.

Para Gentil, a exploração não se limitava à conquista territorial: ele acreditava na importância estratégica das vias fluviais e na criação de postos que assegurassem o comércio e a comunicação. A sua atuação contribuiu para definir fronteiras e consolidar a influência francesa na África Central.

A obra e as ações de Émile Gentil são fundamentais para compreender a história colonial francesa e os processos de ocupação e administração no continente africano. O seu legado está associado à geopolítica da época e à formação das estruturas administrativas que perduraram até ao século XX.

Émile Gentil faleceu em Bordéus a 30 de março de 1914.

(Coleção Maximafilia Clássica)

Museu de Filatelia Sérgio G. Pedro

Divulgação e Promoção de Filatelia como bem Artístico e Cultural