Poeta e democrata, foi fundador do MUD (Movimento de União Democrática) que se opunha ao regime, tendo por isso sido preso. Ramos Rosa empenhou- -se durante toda a sua vida de jornalista – foi fundador da revista Árvore − e de escritor, em defender sobretudo a qualidade estética do verso e da prosa, independentemente da filiação em correntes de pensamento literário. Para ele, toda a poesia decorria naturalmente da manifestação de uma «necessidade superior», ao nível da criação e da intervenção social.
Neste blogue temos biografias de pessoas importantes na história da humanidade que foram retratadas em selos, carimbo comemorativo, franquia mecânica ou outro suporte filatelico. Desta forma esperamos contribuir para uma nova forma de apresentar o coleccionismo de selos na internet.
quarta-feira, 30 de outubro de 2024
sábado, 19 de outubro de 2024
Joana de Avis (1452 - 1490)
Joana de Avis, também chamada Santa Joana Princesa nasceu em Lisboa a 06 de fevereiro de 1452 e destacou-se como princesa e santa.
Filha do rei Afonso V e de sua primeira esposa e prima, a infanta Isabel de Coimbra a princesa Joana recebeu uma educação esmerada, humanística.
Com a morte de seu irmão mais velho, João, ela foi jurada princesa herdeira da Coroa de Portugal, título que manteve até ao nascimento do seu segundo irmão, o futuro rei João II.
Após recusar veemente várias propostas de casamento, Joana juntou-se ao convento dominicano de Jesus, em Aveiro, em 1475. Seu irmão, até então, foi dado um herdeiro, para que a linha da família não estivesse mais em perigo de extinção. Ainda assim, ela foi obrigada várias vezes a deixar o convento e voltar à corte.
Recusou uma proposta de casamento de Carlos VIII de França, 18 anos mais novo que ela. Em 1485, ela recebeu outra oferta, do recém-viúvo Ricardo III de Inglaterra, que era apenas oito meses mais novo. Esta era para ser parte de uma aliança de casal conjugal, com sua sobrinha Isabel de Iorque a se casar com seu primo, o futuro D. Manuel I. No entanto, a morte de Ricardo em combate, do qual Joana supostamente teve um sonho profético, suspendeu esses planos.
Joana nunca chegou a professar votos de freira dominicana por ser princesa real e potencial herdeira do trono. No entanto viveu a maior parte da sua vida no Convento de Jesus de Aveiro, desde 1475 até à sua morte, a 12 de maio de 1490.
Foi beatificada em 1693 pelo Papa Inocêncio XII, tendo festa a 12 de maio.
terça-feira, 15 de outubro de 2024
Eduardo Lourenço (1923 - 2020)
Eduardo Lourenço de Faria nasceu em Almeida a 23 de maio de 1923 e destacou-se como filosofo.
Consciência da nação, filósofo e ensaísta, mas também professor e pedagogo, Eduardo Lourenço foi um dos intelectuais portugueses mais importantes da nossa época, e um dos que mais distinções nacionais e internacionais recebeu, desde o Prémio Camões, passando pela Legião de Honra da República Francesa e pela Grã-Cruz da Ordem de Santiago de Espada, entre muitas outras. Foi adido cultural da Embaixada de Portugal em Roma e Conselheiro de Estado nomeado pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Foi administrador (não executivo) da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Fixou residência em Vence, em 1965. Foi leitor na Universidade de Grenoble de 1960 a 1965 e maître assistant na Universidade de Nice até 1987, passando a maître de conferences em 1986. Tornou-se professor jubilado em Nice em 1988.
O Centro de Estudos Ibéricos criou em sua homenagem o Prémio Eduardo Lourenço, atribuído desde 2005 e destinado a agraciar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cultura, da cidadania e da cooperação ibéricas.
Algumas das suas obras (O Fascismo Nunca Existiu, Nós e a Europa ou as duas razões, Pessoa Revisitado) são hoje textos obrigatórios para quem pretende compreender melhor a nossa sociedade.
Faleceu em Lisboa 01 de dezembro de 2020.
sábado, 12 de outubro de 2024
Nadir Afonso (1920 - 2013)
Nadir Afonso Rodrigues, nasceu em Chaves a 04 de dezembro de 1920 e destacou-se como arquiteto e pintor. A criação artística é para Nadir Afonso a consequência de um processo de apreensão do real e de busca do absoluto através da harmónicas leis matemáticas e geométricas. Abordagem que acompanhou o pintor ao longo de quase oito décadas de carreira e se foi depurando até ao derradeiro período fractal, onde as linhas reproduzem as grandes metrópoles do século XXI.
Um percurso coerente de um arquiteto que, em 1946, rumou a Paris para estudar pintura e acabou a trabalhar com o colega Le Corbusier, o pai do urbanismo moderno. Mas também teve oportunidade de o fazer com Óscar Niemeyer, em São Paulo, entre 1951 e 1954.
Faleceu a 11 de dezembro de 2013 em Cascais.
Amália Rodrigues (1920 - 2020)
Amália Rodrigues é um símbolo ímpar da portugalidade, na sua mais simples genuinidade e magia dos sentidos. Celebrar o Centenário do seu nascimento é prestar uma justa homenagem e um agradecimento coletivo àquela que foi «uma Pátria pela voz», que nunca deixou de estar entre nós e que continua a inspirar e a servir de exemplo de simplicidade genial para as novas gerações de poetas, compositores, músicos e intérpretes da canção nacional.
Amália somos todos nós, é a voz inesquecível, a sua emoção e a evocação da sua poesia. Uma «estranha forma de vida» que surge no mais sublime e no mais simples do povo. Porque Amália veio do povo, o seu nome sabe-nos a povo. Simplicidade, naturalidade e lucidez, no recanto do mais infinito e sublime da sua alma, vivem em nós.